Poluição e calor aumentam quantidade de raios
25/01/2010

 
Com aquecimento global, a ocorrência do fenômeno se intensifica em São Paulo e em todo o mundo

Segundo a os cientistas, o aquecimento global é o principal responsável pelas instabilidades no clima ocorridas em diferentes países, tanto do hemisfério Norte quanto do Sul. E agora, já está provado ser também, o principal responsável pelo aumento do número de raios na Terra.

 

Pesquisadores da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) concluíram um estudo este ano, que confirma isso. Segundo as informações divulgadas pela agência, “em um novo modelo climático onde foi aplicada uma atmosfera com o dobro da concentração de dióxido de carbono (CO2), com aumento superficial de temperatura de 3°C, houve uma intensificação das correntes ascendentes em tempestades, com aumento na altitude onde os raios se formam e intensificação das tempestades, sejam de raios ou tornados. O modelo também sugeriu um possível aumento das queimadas produzidas por raios”.

 

No ano passado, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também divulgou um estudo relacionado ao aumento da incidência de raios, na Grande São Paulo. O trabalho constatou que em dias de maior poluição, a quantidade de descargas elétricas, que atinge grandes centros urbanos, é maior. Segundo os dados divulgados pelo instituto, “cada grau de aumento da temperatura, corresponde a 30% mais de raios. Atualmente ocorrem cerca de 60% de raios a mais, do que há 50 anos”. Um aumento similar, segundo o instituto, ao que foi constatado em Hong Kong, na China, onde a temperatura aumentou cerca de dois graus, também semelhante ao ocorrido em São Paulo.

 

Com a chegada do verão no País, todos esses fenômenos atmosféricos devem se intensificar. Por isso, a prevenção é fundamental para a segurança de pessoas e bens. Já estão disponíveis no mercado nacional, equipamentos para antecipar e monitorar a ocorrência de raios, evitando mortes e prejuízos. A Ag Solve, empresa especializada em instrumentação ambiental, dispõe no mercado de aparelhos que acompanham a incidência e até previnem descargas elétricas. O Storm Tracker, por exemplo, detecta em tempo real os raios, podendo visualizá-los a uma distância de até 480 quilômetros. O Storm Tracker detecta se a descarga atmosférica estiver em sua área; recebe aviso antecipado das descargas se formando ou se aproximando; determina para que direção está indo; configura se são descargas severas e avisa por meio de um alarme de descargas próximas. Segundo o engenheiro ambiental da Ag Solve, Felipe Villas Boas, a utilização do aparelho é bastante recomendada para empresas, indústrias, clubes e condomínios. "Os equipamentos são interessantes para monitorar regiões que podem ser suscetíveis a raios. Um exemplo seria para instalar uma refinaria de petróleo, com o Storm Tracker poderá ser feita uma avaliação e um levantamento de onde é melhor instalar a empresa", afirma ele.

 

Outro aparelho é o EFM 100. O equipamento não registra somente a proximidade das descargas elétricas em um raio de até 480 quilômetros de distância, mas também, detecta as circunstâncias atmosféricas que as precedem, por conta da eletricidade estática da tempestade. Os dados do campo magnético são indicados e representados graficamente, com a utilização de um software. "O EFM-100 é uma boa opção para empresas que necessitam de segurança contra descargas elétricas. A margem de erro é muito pequena e o aparelho detecta com uma certa antecedência a formação de um raio, podendo assim serem tomadas as providências de segurança necessárias, evitando-se grandes prejuízos e desastres", comenta o engenheiro ambiental. O aparelho Storm Tracker tem custo em torno de R$ 3,8 mil. Já o EFM-100 sai em torno de R$ 8,7 mil.

 



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