Revista da Fruta 17: Bons resultados e notícia preocupante
12/09/2018

Morango é fruta que se come, antes de tudo, com os olhos. A beleza da fruta abre o apetite de crianças a idosos. Morangos são de clima mais ameno e são delicadas exigindo cuidados especiais no cultivo. Por isso, a pesquisa busca sempre uma alternativa para levar ao produtor, como a dos morangos semi-hidropônicos desenvolvida pelo LabHidro, da Universidade Federal de Santa Catarina. O sistema LabHidro traz mais qualidade, produtividade e conforto do trabalhador na lida diária da plantação. Por outro lado, a fruticultura precisa estar conectada e aplicar em suas atividades a Internet das Coisas. Novamente a pesquisa cumpre seu papel, como se pode ver nos estudos com uva e açaí desenvolvidos pela Embrapa. Mas há um fator na fruticultura que transcende a tudo: a polinização. Sem os agentes polinizadores – abelhas com ou sem ferrão, insetos, pássaros, pequenos mamíferos etc – a fruticultura para. Por isso, colocamos em destaque o papel dos polinizadores. Eles contribuem para aumento da produtividade em algumas culturas e são absolutamente essenciais em outras. Também desempenham papel importante na qualidade delas. Um exemplo marcante é o morango, que precisa ser polinizado para ter maciez e se mostrar em toda a beleza que Deus o fez e a qualidade que queremos. E se o assunto é qualidade, quem desponta no cenário nacional e mundial pela qualidade são os vinhos brasileiros. Um trabalho que começa no campo, na seleção de variedades adequadas, no manejo do cultivo, na hora certa da colheita. Nossos vitivinicultores e vinícolas têm desempenhado com tanta competência seu trabalho, com reconhecimento internacional, por prêmios e agora pela eleição da brasileira Regina Vanderlinde, professora da Universidade de Caxias do Sul (RS), para presidir a OIV (Organização Internacional do Vinho e da Vinha). Estão de parabéns todos os profissionais da fruticultura nacional: da ciência ao campo e do campo à ciência: uma cadeia que cresce e engrandece a agricultura brasileira. Porém - sim, há um porém - há que se lutar para que as frutas de origem extrativista não se percam pelo caminho e entrem na lista de espécies ameaçadas de extinção. Pesquisa conduzida por catorze anos pela Embrapa em parceria com a Universidade da Flórida (Estados Unidos) mostram dados alarmantes de redução de produção das castanhas do brasil. Símbolo de ingrediente para a boa saúde, a derruba da floresta e a morte natural das castanheiras, que demoram até 167 anos para começar a produzir, apontam para um futuro sem a castanha. Será isto mesmo? Quem poderá parar o processo constatado? Quem viver, verá. Um forte abraço a você nosso leitor e até a edição de dezembro, se Deus quiser.


Lauro Gomes e Marlene Simarelli

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