O Brasil pode ser o pomar do mundo” afirma presidente da ABCM em workshop sobre exportação
26/10/2017

Nesta quarta-feira, dia 26, estiveram reunidos em sala de eventos do Hotel Nacional Inn, em Campinas (SP), diversos elos da cadeia de hortifrútis para o Workshop de Exportação de Hortifrútis: fruticultores, representantes de associações e do poder público, pesquisadores e empresas de logística. Todos com o mesmo objetivo: discutir os desafios, as vantagens e as oportunidades para a exportação de hortifrútis brasileiros. Apesar dos problemas serem grandes, passando da legislação à logística, um sentimento parecia estar presente nos participantes do evento promovido pela Ceasa Campinas e ABCM (Associação Brasileira de Citros de Mesa): exportar é possível e preciso. Como afirmou Emílio Cesar Fávero, “o Brasil, que já é conhecido como celeiro do mundo, pode ficar também conhecido como o pomar do mundo”. Ainda segundo Fávero, a fruticultura nacional é a terceira maior do mundo, em produção, e o país ocupa o 23º lugar em exportação.

Entre os participantes, floresciam diversas ideias. Os exemplos apresentados foram desde grandes produtores de citros, que dominam o mercado mundial -- como a Cutrale, que abordou as principais medida que tomam para exportar e fidelizar o cliente --  até produtor de figo, Salvador Brotto,  que começou a exportação por meio de um site na internet, há mais de 20 anos.

Este é o primeiro evento sobre exportação que a Ceasa Campinas promove e é também a primeira experiência realizada pela ABCM. Para o presidente da Ceasa Campinas, Wander Vilalba, existe uma demanda dos empresários rurais em saber qual o caminho correto para exportar. “Com esse workshop, buscamos dar suporte para o setor.  Informação e conhecimento, sem dúvida, são elementos-chaves  para qualquer produtor de frutas que almeja alcançar o mercado externo”, indicou Vilalba.

De acordo com os palestrantes, que exportam para países da América Latina, Europa, Oriente Médio, além de Estados Unidos e China, é preciso entender o gosto dos consumidores, que, geralmente, é diferente do Brasil.  Para completar o tripé da informação e conhecimento, os profissionais da área acrescentam a inovação.  Buscar formas inovadoras desde a produção até a comercialização, é fundamental para obter sucesso em um mercado que tem bastante potencial para crescer, apesar das condições econômicas adversas do momento.

Quer saber mais sobre exportação de frutas? A próxima edição da Revista da Fruta traz uma reportagem especial sobre o assunto, com o foco em pequenos e médios produtores. 

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