Região de Pinhal recebe certificado de Indicação Geográfica de Procedência do Café
24/10/2016

Os municípios de Espírito Santo do Pinhal, Santo Antônio doJardim, Aguaí, São João da Boa Vista, Água da Prata, Estiva Gerbi, Mogi Guaçú e Itapira receberam, no dia 20 de outubro de 2016, a certificação de registro de Indicação Geográfica de Procedência da Região de Pinhal para Café Verde e Café Torrado e Moído. O certificado foi entregue durante a reunião da Câmara Setorial de Café da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizada na 4ª Feira do Agronegócio Café, no Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal (UniPinhal).  

Concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) no dia 19 de julho deste ano (leia mais aqui), o documento foi entregue ao produtor Henrique Leite Gallucci, presidente do Conselho do Café de Mogiana do Pinhal (Cocampi), que solicitou em 2009 a certificação que valorizará a cafeicultura regional.

"A região de Pinhal tem grande relevância para o setor paulista e nacional, pela expressiva cadeia produtiva de equipamentos, insumos e serviços para o setor  que aqui se instalou. A certificação valoriza a produção dos pequenos produtores, gerando renda e maior produtividade, em acordo com as orientações do governador Geraldo Alckmin para a Pasta", disse o secretário Arnaldo Jardim, que participou da reunião.

Para o presidente da Câmara Setorial, Eduardo Carvalhaes, "a certificação reflete um trabalho feito com foco nas próximas gerações de cafeicultores de Pinhal, agregando valor para que o café produzido na região seja reconhecido internacionalmente. Não é um trabalho realizado do dia para a noite, mas é importante que seja feito".

Para o prefeito de Espírito Santo do Pinhal, José Benedito de Oliveira, "o café é a grande locomotiva do desenvolvimento econômico do município e, com essa certificação, será muito maior, levando o nome de nossa região a todo o País e o mundo".

A certificação foi fruto de um trabalho conjunto, conforme ressaltou o presidente da Cocampi, Henrique Leite Gallucci. "Este é um resgate da história da cafeicultura da região de Pinhal e agora vamos continuar trabalhando para buscar a Determinação de Origem, concedida também pelo Inpi", disse.

De acordo com o tecnologista do Inpi, Raul Bittencourt, "a certificação é a mais precisa possível para que ao exportar à Europa, Ásia, esta seja uma certificação que ninguém possa questionar".

Reconhecimento

Cafeicultores da região estão otimistas com a Indicação Geográfica. O produtor Jefferson Rissato Adorno, de Santo Antônio do Jardim, acredita que a certificação trará bastante notoriedade à região. "Também é uma proteção para o nosso café e ajudará a trazer maior união à cadeia produtiva da região. Teremos bastante trabalho pela frente, ao cumprir as regras estabelecidas pela certificação, mas creio que ela agregará muito valor ao nosso produto", disse o produtor, que é presidente da Associação de Produtores de Santo Antônio do Jardim.

Para o cafeicultor Julio Ragazzo, que atualmente preside a Associação dos Produtores de Cafés Especiais de Santa Luzia, tradicional bairro pinhalense, "a expectativa é agregar valor aos cafés especiais, mercado em expansão no Brasil. Hoje devido à seca enfrentada no Espírito Santo, na região produtora de conilon, o mercado de café baixo está muito valorizado, a preços pagos pelo produtor no café commodities. A pouca diferença entre os preços pagos pelos cafés é um desafio a ser superado", explicou.

Também participaram da reunião o secretário-executivo das Câmaras Setoriais, Alberto Amorim, o diretor do Instituto de Economia Agrícola, Celso Luis Rodrigues Vegro; o engenheiro agrônomo e pesquisador científico Aldir Alves Teixeira; o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), Nelson Carvalhaes; e o especialista e sócio da P&A Marketing Internacional, Carlos Brando.

Por: Paloma Minke

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