Suplemento marinho na avicultura de postura reverte em maior densidade e resistência da casca do ovo
13/10/2016

Demandas da agricultura e da pecuária estão cada vez mais utilizando recursos naturais – inclusive os que vem do fundo do mar – para solucionar problemas e incrementar a produção. É o caso da utilização do lithothamnium calcareum, um biomineral marinho quem vem sendo incorporado à adubação de plantas e na forma de suplemento para rações com influência positiva no desenvolvimento, produtividade e sanidade de plantas e animais. O produto já é utilizado há mais de 200 anos em países europeus, mas no Brasil sua utilização ainda está no início.

No segmento animal resultados expressivos em qualidade dos produtos e no estado de saúde dos animais têm sido verificados na bovinocultura de leite e na avicultura de postura, segmentos onde o composto mineral é incorporado como suplemento nutricional às rações. Entre os benefícios aos bovinos está o controle da acidose ruminal, que se dá pela modulação do Ph do rúmen graças à presença do íon carbonato orgânico na composição e na melhoria da imunidade dos animais devido à parcela orgânica do biomineral.  Na avicultura de postura, a mistura de pequenas doses a uma tonelada de ração reverte em maior densidade e resistência da casca do ovo. “Como consequência, pode-se atingir uma redução do índice de quebra dos ovos em até 50%”, relata Marcos Zani.  

O biomineral marinho é processado e aplicado ao solo como um fertilizante mineral simples, em complemento à fertilização. Com isso, promove uma série de melhorias nas condições químicas, físicas e biológicas do solo, resultando na elevação de sua fertilidade no momento que a planta mais precisa e aumentando a assimilação dos nutrientes, principalmente o Fósforo. “Nas áreas de hortifrútis, café, soja, milho e cana de açúcar, os resultados têm sido importantes, com melhor desenvolvimento das plantas, acréscimo de produtividade e qualidade dos produtos” conta Marcos Zani, Diretor Comercial da PrimaSea, empresa de mineração marinha. Trabalhos de campo com hortifrútis mostraram aumento de produtividade entre 10 e 12 % em tomate, cebola e batata que usaram o complexo. 

A matéria-prima naturalmente encontrada no fundo do mar é rica em mais de 40 minerais essenciais à vida, sobretudo o cálcio e o magnésio, e com 96% de biodisponibilidade para plantas e animais. “Isso significa que a nutrição se processa de forma mais rápida e eficaz, independente do sistema de produção”, explica Marcos Zani, Diretor Comercial da PrimaSea, empresa de mineração marinha em operação na costa da Bahia e com unidade de processamento em Candeias (BA), que projeta o crescimento de sua linha de produtos para atender as novas demandas.  

A matéria-prima

O lithothamnium calcareum pertence ao grupo das algas vermelhas (família Coralineacea). É uma alga de aspecto calcário, pois absorve o carbonato de cálcio e magnésio durante seu ciclo de vida, além de reter elevado índice de elementos minerais do meio marinho e outras substâncias orgânicas nutritivas. Após a morte das algas os fragmentos fossilizados se desprendem e são arrastados pelas correntes até os depósitos sedimentares, de onde são extraídos de forma apropriada. Após o seu processamento industrial, é utilizado para diversas aplicações: agricultura, nutrição animal, recuperação de áreas ambientais, tratamento da água na indústria, além dos segmentos de cosméticos, dietética e farmacêutica. É um produto utilizado em países europeus há mais de 200 anos.

 

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