Venda de Flores no dia dos namoradas de 2016 deve crescer 7,8%
07/06/2016

Pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de São Paulo (Sindiflores), em parceria com a empresa de Inteligência de Mercado, Hórtica Consultoria, em toda a Cadeia Produtiva de Flores e Plantas Ornamentais do Brasil, realizada entre os dias 24 e 31 de maio de 2016, apontou para resultados de vendas 7,8% maiores do que os obtidos no Dia dos Namorados do ano anterior. Esse resultado positivo está sendo puxado principalmente pelo otimismo do e-commerce, que estima crescimento de vendas da ordem de 15% a 20% para a data. O varejo tradicional estima aumento médio de vendas entre 6% e 10% e o setor de autosserviço aposta em variação positiva da ordem de 5% a 6%.

Dia dos Namorados, como já se sabe, representa uma das mais importantes datas de venda para o setor varejista no Brasil, em especial para o comércio de flores. Estima-se que esta comemoração concentre 4,5% do total anual das vendas do setor, sendo superada pelo imbatível Dia das Mães, que representa a principal oportunidade comercial, segundo a opinião de 79,4% das floriculturas e outras empresas varejistas do ramo entrevistadas.

As preferências do consumidor para presentear os namorados

No mercado brasileiro, os homens são os que mais têm o hábito de comprar flores para presentear suas namoradas ou esposas no Dia dos Namorados. A participação deles no total do comércio floral atinte 84,9%. A participação feminina – e, portanto, o fato de homens receberem flores na data –, é ainda culturalmente minoritária, com apenas 15,1% de participação relativa.

As tradicionalíssimas rosas vermelhas, especialmente compondo diferentes formatos de buquês, atingirão a maior parte da preferência entre as opções das flores que serão compradas para presentear os namorados nesta data, com 62% das respostas. Ainda assim, o percentual apresenta-se inferior ao observado na mesma data do ano de 2014, quando as rosas atingiram 80% das intenções de compra para presentear. O aumento dos custos de importação das rosas colombianas e equatorianas, em função da relação cambial desfavorável ao real, a redução da qualidade e oferta da flor nacional, em função de condições climáticas adversas, e a piora no poder de compra do consumidor são apontados como os principais responsáveis por esse fenômeno. Vale lembrar, porém, que o percentual de penetração das rosas no Dia dos Namorados de 2016, é maior do que o verificado na mesma data de 2015, quando ficou em apenas 51%.  A principal explicação é o fato de que os consumidores, mais endividados e receosos na compra de itens de maior valor unitário e parceladas em cartão de crédito estão voltando, em 2016, a privilegiar itens financeiramente mais acessíveis, onde as flores – e especialmente as sempre desejadas rosas –  se encaixam com vantagem.A essa primeira opção pelas rosas, se seguiram as orquídeas, com 20% das intenções de compra para presentear na data. O aumento da penetração dessas flores se deve ao fato de elas estarem chegando ao mercado em grande quantidade e diversidade de espécies, com preços acessíveis e competitivos ao consumidor final.

Já, com larga margem de diferença, outras alternativas apontadas foram as cestas comemorativas – que além das flores e vasos, incluem pelúcias, chocolates e outros itens – com 6% das respostas, vasos floridos diversos, com destaque para gérberas, lírios e begônias, entre outras (6%), outras flores cortadas em geral (4%) e tulipas, uma aposta crescente para a data, com 2% de participação relativa

Tíquete médio será de R$ 97,75, com aumento de 11,14% em relação ao ano passado

O tíquete médio de compra do consumidor brasileiro nas compras de flores para o Dia dos Namorados de 2016, segundo as floriculturas e empresas de varejo pesquisadas, será de R$ 97,75, valor esse que apresenta um aumento de 11,14% em relação ao ano anterior, quando ficou em R$ 87,95. Vale observar que esse índice de crescimento coincide com o valor apurado para a inflação oficial do período dos últimos 12 meses pelo IGPM, que foi de 11,09%. Portanto, pode-se considerar que não haverá crescimento real no valor das vendas neste ano.

Os gastos com flores se concentrarão principalmente na faixa de mais de R$ 50,00 a R$ 100,00 (41%), seguida pela de mais de R$ 100,00 a até R$ 150,00, com 38% de participação porcentual relativa. A faixa de gasto de até R$ 50,00 ficará com participação de 12% e, finalmente, o estrato de gastos maior do que R$ 150,00 ficará com 9% da clientela.

As compras serão pagas majoritariamente em cartão de crédito (50%), cartão de débito (26,5%) e dinheiro (23,5%). Em relação à mesmas datas dos dois anos anteriores, observam-se as seguintes tendências: sensível diminuição no uso de cartão de crédito, considerando que o consumidor já se encontra, via de regra, bastante endividado, optando por outras formas de pagamento; maior incidência de parcelamento dos pagamentos no cartão de crédito, em média com opções preferenciais para divisão do valor em três parcelas consecutivas, e aumento sensível dos pagamentos diretos em dinheiro e em cartão de débito.

 

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