Nutrição com baixa salinidade não interfere em inoculante longa vida
25/09/2014
 Bruno Francischelli, engenheiro agrônomo*

A partir de 15 de setembro, a maior parte das regiões produtoras deve começar o plantio da cultura da soja, com o fim do vazio sanitário. Solo preparado, compras feitas, o produtor trabalha esperando as chuvas para levar as sementes ao solo e ser parte responsável por mais um recorde na produção da safra de grãos brasileira. Para ter maior produtividade e qualidade em sua lavoura, o sojicultor pode adquirir sementes tratadas industrialmente ou fazer o tratamento na propriedade, por meio de substâncias químicas ou biológicas. O mercado de sementes tratadas pela indústria tem crescido muito, pois facilita a vida do produtor, além de garantir maior segurança no manuseio dos agroquímicos. O tratamento industrial também está aumentando a utilização do inoculante longa vida. No entanto, é preciso ter cuidado ao utilizar fontes inadequadas de micronutrientes, para que a quantidade de sais presentes na composição desses produtos não prejudique o inoculante longa vida, o que pode acontecer. A solução é a utilização de micronutrientes com baixa salinidade e com ph adequado, não havendo assim interferência no processo e a inoculação aconteça.

Mas como isto acontece? Primeiro, é preciso lembrar que o inoculante longa vida é um conjunto de bactérias vivas adicionadas ao tratamento, que vão crescer nas raízes das plantas. A função dessas bactérias é transformar o nitrogênio do ar de forma a ser absorvido pela planta. Esta conversão do nitrogênio em alimento acontece com a presença do molibdênio, um micronutriente essencial. A solução nutricional da Tradecorp para que o produtor tenha o resultado que precisa é o Nitrostarter Ultra – que possui uma fonte diferenciada de molibdênio, baixa salinidade e ph adequado, o que demanda menor quantidade do produto no tratamento. Estas características não afetam as bactérias e promovem o aporte de micronutriente no tratamento de sementes. Além de fornecer cobalto e molibdênio, seu papel é estimular o crescimento de mais raízes na planta, pois somente plantas com maior e mais vigoroso enraizamento conseguem enfrentar melhor o estresse provocado por condições climáticas desfavoráveis, como a seca e o calor excessivo, e, portanto, mantém o potencial genético da cultura, preservando a produtividade.  Ao final, ambos terão cumprido sua ação na planta e garantido o crescimento inicial da plantação.

*Bruno Francischelli é chefe de Produto da Tradecorp do Brasil

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