Recuperação da área do Centro Olímpico de Londres é destaque no III CIMAS
02/10/2013
Construção do Centro Olímpico de Londres: remedição de uma área de 250 hectares

 
O evento, que continua até quinta-feira,3, debaterá os novos procedimentos para o gerenciamento de áreas contaminadas em São Paulo e a contaminação das águas por esgoto
 
A cerimônia de abertura da terceira edição do Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo (III CIMAS), evento que cria um ambiente propício para troca de ideias e experiências relacionadas à preservação do solo, remediação sustentável, novos procedimentos para o gerenciamento de áreas contaminadas, entre outros temas, ocorreu na manhã desta quarta-feira, 1, na capital paulista. “É fundamental voltarmos nossa atenção à parte invisível do meio ambiente, que é o meio ambiente subterrâneo. O evento procura justamente trazer visibilidade ao tema. Além disso, é fundamental prestarmos atenção nas decisões que tomamos no presente e que refletirão em nosso futuro”, enfatizou Everton Oliveira, presidente do III CIMAS.
 
Destaque da programação, o engenheiro civil Jan Hellings, abordou em sua conferência a construção do Centro Olímpico de Londres e a remedição de uma área de 250 hectares, antes ocupada por um parque industrial, para a implantação do projeto, da qual foi o responsável. “Queríamos que a olimpíadas de Londres fosse a mais sustentável de todas as edições. Por isso, 90% do material demolido foi reutilizado na própria construção do Centro Olímpico. A descontaminação do solo ocorreu em dois centros de tratamento/lavagem do solo e a despoluição e o tratamento das águas subterrâneas foi realizado, resolvendo assim o problema da contaminação no local, em um prazo de quatro anos”. Com bom humor, Jan Hellings explicou que ainda não dá para plantar tomates no local, mas garante que níveis satisfatórios de quase 100% de remediação foram alcançados. “O projeto resultou em um grande estádio, duas piscinas olímpicas, um centro de transmissão para vinte mil jornalistas e 3.500 apartamentos da Vila Olímpica”, orgulha-se.
 
Edson Giriboni, Secretário de Recursos Hídricos e Saneamento do Estado de São Paulo, destacou que, muitas vezes, não é dada a devida importância ao meio ambiente subterrâneo pelo simples fato de estar escondido. “Temos em São Paulo algumas áreas bem contaminadas, como na região de Jurubatuba. O problema da contaminação da rede subterrânea é eminente e por isso é fundamental ter uma boa gestão. Em São Paulo, por exemplo, vivemos com carência de recursos hídricos”, salientou. O presidente nacional da ABAS, Waldir Duarte da Costa Filho, salientou que é preciso alertar a sociedade sobre a importância do meio ambiente que não vemos, que está abaixo de nossos pés. 
Autoridades renomadas do setor de água e meio ambiente subterrâneo estiveram presentes na cerimônia de abertura do congresso: Luciana Ferreira, diretora do núcleo de Hidrogeologia do Instituto Geológico; Paulo Roberto dos Santos, do Instituto de Geociências da USP; Thales de Queiroz Sampaio, diretor do Serviço Geológico do Brasil (CPRM); Saulo Vitorino, da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina; Edson Giriboni, Secretário de Recursos Hídricos e Saneamento do Estado de São Paulo e Waldir Duarte da Costa Filho, presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), que promove o evento.
 
 
Para mais informações sobre o III Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo, acesse: www.abas.org/cimas
 
 
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