Contaminação das águas por esgoto será debatida no III CIMAS
24/09/2013
Foto aérea revela canal de esgoto despejando resíduos a céu aberto em praia da Avenida Beira-Mar, onde está instalada boa parte dos melhores e maiores hotéis, restaurantes e bares de Fortaleza-CE. Foto: Diário do Nordeste, 2010
 
 

Especialistas discutirão gestão e eficiência do esgotamento sanitário no Brasil durante o evento promovido pela Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), que acontece de 1 a 3 de outubro, na Fecomércio, em São Paulo


 
Por ArtCom A. C.
Assessoria de imprensa do III Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo
 
O reflexo da falta de planejamento sanitário nas cidades brasileiras pode ser demonstrado em números. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) referentes ao ano de 2011 e divulgados em julho de 2013, apontam que o Brasil coleta 55,5% do esgoto gerado na área urbana e somente 37,5% passa por algum tipo de tratamento antes de retornar aos rios e reservatórios.  Somente cinco entre as 100 maiores cidades brasileiras coletam 100% de esgotos (o que não significa que são tratados): Santos, Piracicaba, Jundiaí e Franca, no interior de São Paulo, e a capital mineira, Belo Horizonte. 
 
Álvaro José Menezes da Costa, presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL), vice-presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) e um dos palestrantes do III Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo (III CIMAS) – evento promovido pela Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), que acontece de 1 a 3 de outubro, na Fecomércio, em São Paulo - garante que, se mantido o nível de investimentos atuais em saneamento no Brasil, só em 2039 será alcançada a universalização dos serviços de abastecimento de água em áreas urbanas e em 2060 se alcançará a de esgotamento sanitário. “Saneamento é tão estratégico e representa uma ação de infraestrutura de resultados sociais, econômicos e ambientais tão relevante, que deve haver maior participação do Governo Federal na definição das concessões ou formalização dos contratos de programa. É necessário ser eficiente na utilização dos recursos e eficaz na gestão dos serviços” ressalta.
 
O especialista que ministrará a mesa-redonda “Esgoto é o maior contaminante. Qual a saída?” no congresso, defende uma remodelagem na gestão da água e esgoto no Brasil. “Não há como imaginar a universalização do saneamento em médio prazo com os mesmos modelos de licitação, contratação, gestão e de captação de recursos financeiros”. Segundo ele, o despejo indiscriminado de esgotos sem tratamento nos rios e reservatórios causa uma série de danos ao ambiente e altera a qualidade da água que será consumida pela população. “Os efeitos podem variar desde a perda total da capacidade biológica até a apresentação de pontos de elevada contaminação”, detalha o vice-presidente da ABES.
Esgoto e a contaminação das águas subterrâneas
 
Quem pensa que o esgoto é um problema que só atinge as águas superficiais, está enganado. Em certos locais, a qualidade da água dos aquíferos também está sendo indiretamente alterada em consequência do despejo de esgotos. Segundo Everton de Oliveira, presidente do III CIMAS e Secretário Executivo da ABAS, os poços devem ser construídos de acordo com as normas técnicas, além de protegidos e fiscalizados para que não se tornem pontos de infiltração de esgoto. “Por isso a importância de serem construídos sistemas hidráulicos de coleta, afastamento e tratamento de esgotos. Do ponto de vista de saúde pública, são necessárias ações para evitar a poluição e contaminação dos aquíferos e poços, decorrentes da infiltração de esgotos, diminuindo assim os gastos com o tratamento de doenças de origem hídrica”.

Dados impactantes
 
*88% das mortes por diarreia no mundo são causadas pelo saneamento inadequado. Esta é a segunda maior causa de mortes entre crianças de 0 a 5 anos. Estima-se que a cada ano 1,5 milhão de crianças morram no mundo, em consequência da doença.
 
Fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS)
 
*Cada real investido em saneamento gera uma economia de R$ 4,00 em saúde. 
 
Fonte: Organização Mundial da Saúde, de 2004
 
*Sete milhões de brasileiros ainda não possuem acesso a banheiro.
 
Fonte: Estudo Progress on Sanitation and Drinking Water – OMS/UNICEF, 2011
 
*De todo o volume de esgoto gerado nas 100 maiores cidades do país, somente 36,28% é tratado. Essas mesmas cidades lançam quase 8 bilhões de litros de esgoto todos os dias nas águas brasileiras, sem nenhum tratamento.
 
Fonte: Ranking Trata Brasil com avaliação dos serviços de saneamento nas 100 maiores cidades do País, base SNIS 2010  
 
*Entre as capitais brasileiras, Porto Velho (RO) detém o pior índice de coleta, apenas 3,0%, com 0,0% de tratamento. Entre as capitais que tratam menos de 10% de esgotos aparecem São Luis/MA, 8%; e Belém/PA, 1,6%. O melhor índice de tratamento entre as capitais fica para Salvador/BA, com 97,4%, seguida de Curitiba/PR, 87,2% e Brasília/DF, 65,6%.
 
*Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento em 2011
 
 
Para mais informações sobre o III Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo ou inscrições, acesse: www.abas.org/cimas
 
SERVIÇO
 
III CONGRESSO INTERNACIONAL DE MEIO AMBIENTE SUBTERRÂNEO
Local: Centro Fecomércio de Eventos, em São Paulo, Capital
Realização: Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS)
Informações: (11) 3868-0726 / cimas@abas.org 
Inscrições: www.abas.org/cimas 
 
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