Caso USP Leste: III CIMAS debaterá situação das áreas contaminadas no país
13/09/2013
Campus da USP Leste, na zona leste da capital paulista, não cumpriu exigências de controle e despoluição do solo. Foto: O Estado de S. Paulo/Sérgio Castro
 


Casos de áreas contaminadas devem ser gerenciados com prioridade no país. Especialistas debaterão sobre o tema no III Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo

Por ArtCom A. C.
Assessoria de imprensa do III Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo

 
A contaminação do solo é considerada um problema ambiental complexo e extremamente grave, que impacta diretamente o meio ambiente e a sociedade. Consequência do aumento das atividades poluidoras e da industrialização, a disposição indiscriminada de resíduos no ambiente em tempos passados transformou muitas áreas dos centros urbanos, em enormes problemas ambientais. O campus da Universidade de São Paulo (USP), localizado na Zona Leste da capital paulista, é um exemplo de como a disposição inadequada de resíduos no passado tornou-se um problema atual, já que foi construído em uma área onde funcionava um aterro de lixo orgânico, material que com o tempo se decompõe e emite metano, gás tóxico e explosivo.  Além do caso da USP Leste, o Shopping Center Norte, na Zona Norte de São Paulo, chegou a ser interditado após a constatação de gás metano acima dos níveis aceitáveis, em outubro de 2011. A área foi, durante décadas, utilizada como depósito de lixo antes da construção do shopping, em 1980. 
 
Everton de Oliveira, presidente do III Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo (CIMAS) e Secretário Executivo da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS) relata que a ocupação em áreas contaminadas é permitida desde que uma criteriosa avaliação de risco toxicológico tenha sido realizada para determinar os níveis máximos de exposição. “Algumas contaminações apresentam maior complexidade do que outras devido a fatores como: permeabilidade do aquífero local, uso da água subterrânea e natureza do contaminante, que pode ser mais ou menos tóxico, mais ou menos móvel, mais ou menos persistente. São muitos os fatores que devem ser estudados para se garantir um uso seguro e legalmente correto do terreno”, explana o professor da universidade de Waterloo (Canadá) e da Universidade Estadual Paulista (UNESP).
 
Contaminação no Brasil
 
Estima-se que o Brasil possua 30 mil terrenos contaminados, segundo dados da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS) e, a maioria dos estados brasileiros não possui um cadastro oficial de áreas contaminadas, o que agrava ainda mais o reconhecimento e a reabilitação destes locais. Os principais tipos de poluentes encontrados no Brasil são os de origem industriais: matérias-primas, resíduos e insumos, como desengraxantes, combustíveis em geral, organoclorados (solventes) e metais pesados. 
 
O estado de São Paulo possui 4.131 áreas contaminadas conhecidas, sendo que a maior fonte de contaminação são os postos de combustíveis (78% do total), segundo dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) de 2012. Destas, somente 342 foram reabilitadas e destinadas a novos usos. Em São Paulo, estão localizados o maior número e os casos mais graves de contaminação de todo o Brasil, na Região Metropolitana da Capital; além de ocorrências nas cidades de Ribeirão Preto e Campinas e em seu entorno. “Por ser o estado mais industrializado, São Paulo abriga os casos de contaminação mais complexos”, explana o presidente do III CIMAS.  Segundo Oliveira, “áreas que apresentam em seu solo ou águas subterrâneas algum tipo de contaminante demandam ações imediatas e precisam ser gerenciadas pelos órgãos ambientais, para que não se transformem em problemas ainda maiores para as próximas gerações”, confirma.
 
“Áreas contaminadas, avaliação de risco e as gerações futuras”; “Remediação sustentável e de custo eficaz” e “Os novos procedimentos para o gerenciamento de áreas contaminadas no Estado de São Paulo” serão alguns dos temas debatidos por especialistas nacionais e internacionais durante o III Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo que acontecerá de 1 a 3 de outubro, na capital paulista. 
 
Confira a programação principal do evento: 
 
CONFERÊNCIA MAGNA
 
Dia 01/10 das 11h às 12h 
 
“Vila Olímpica Londres 2012 – Habilitando projetos operacionais. Remediação sustentável e de custo eficaz”, que terá como conferencista Jan Hellings, da Dr Jan Hellings & Associates;
 
CONFERÊNCIAS
 
Dia 01/10 das 17h às 18h 
 
“Áreas contaminadas - Avaliação de risco e as gerações futuras”, ministrada por José Eduardo Ismael Lutti, promotor de Justiça do Meio Ambiente no Ministério Público do Estado de São Paulo;
 
Dia 02/10 das 11h30 às 13h
 
“Mídia e o Tema Água: Relacionamento Próximo à Vista?”, que será conduzida pelo jornalista da TV Globo, Carlos Tramontina;
 
Dia 03/10 das 17h às 18h 
 
“Os Novos Procedimentos para o Gerenciamento de Áreas Contaminadas no Estado de São Paulo”, com Eduardo San Martin, Diretor de Meio Ambiente da FIESP.
 
TALK SHOW
 
Dia 02/10 das 17h às 18h
 
O debate no formato talk show discutirá a “Gestão de Recursos Hídricos e Gestão Ambiental: confluências e divergências”, e contará com a participação de Paulo Lopes Varella Neto, da Agência Nacional de Águas (ANA), Thales de Queiroz Sampaio, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Claudio Oliveira, da HIDROGEO e Werner Grau, da Pinheiro Neto Advogados. O moderador será o presidente do III CIMAS e Secretário Executivo da ABAS, Everton de Oliveira.
 
MESAS-REDONDAS
 
Dia 01/10 das 14h30 às 16h30
 
“Reabilitação de Áreas Contaminadas em Espaços Urbanos”, com a presença de Michaye McMaster, especialista em remediação de solo e águas subterrâneas da Geosyntec e do gerente da Divisão de Áreas Contaminadas da CETESB, Alfredo Rocca;
 
Dia 02/10 das 14h30 às 16h30 
 
“Certificação e Acreditação de Produtos e Projetos em Ambiente Subterrâneo”, presidida por Everton de Oliveira (Hidroplan / ABAS), com a participação de Carlos Roberto dos Santos (CETESB), Márcio Rosa Rodrigues de Freitas (IBAMA) e Thiago Gomes (AESAS);
 
Dia 03/10 das 11h30 às 13h00 
 
“Uso do Espaço Subterrâneo nas Médias e Grandes Cidades – Quais os Desafios?” com a participação de André Assis (UnB / ABMS), Arsênio Negro Jr. (Bureau de Projetos) e Sergio Palazzo (MND Fórum); 
 
Dia 03/10 14h30 às 16h30 
 
“Esgoto é o maior contaminante. Qual a saída?” terá como palestrantes Alvaro José Menezes da Costa (CASAL / ABES), Jason Gerhard (UWO) e Raymond Flynn (Queen's University Belfast).
 
FENÁGUA
 
A VIII Feira Nacional da Água (FENÁGUA), que acontece em paralelo ao Congresso, de 1 a 3 de outubro, no Centro Fecomércio de Eventos, em São Paulo, apresentará produtos e serviços para a água, um espaço para exposição, empresarial e institucional, exclusivo para promoção dos negócios do setor. Participarão da FENÁGUA: Ag Solve, ANA, Analytical Technology, Aragon Sondagens, ASL, Bioagri, Chicago Pneumatic, Clean Environment, Corplab, Doxor, EP Engenharia, FMC, Fugro In Situ, Gaiatec Sistemas, Geoacqua, Geoambiente, Geoartesiano, Geotech Environmental Equipment, Hidrosuprimentos, In Situ Remediation, Keller, MGA Sondagens, NIL Ambiental, Sanifox, Trionic. 
 
PATROCÍNIO E APOIO
 
O III CIMAS será patrocinado por: Ag Solve, ANA, Analytical Technology, ASL Análises Ambientais, Capes, Corplab, Doxor, EP Engenharia, Fugro In Situ Geotecnia, Geoambiente, Geoartesiano, Governo Federal, Hidroplan, Ministério da Educação, Ministério do Meio Ambiente, NIL Ambiental e Trionic. 
 
E contará com o apoio de: Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (ABEMA); Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE); Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP); Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS); Associação Brasileira de Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA); Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), Associação Brasileira das Empresas de Consultoria e Engenharia Ambiental (AESAS); Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental (AIDIS); Associação Latino-americana de Hidrologia Subterrânea para o Desenvolvimento (ALHSUD); Associação Paulista de Geólogos (APG); Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais (FEAM); Governo de Minas Gerais; Governo do Estado de São Paulo; Rede Brasil de Organismos de Bacias Hidrográficas (REBOB) e Portal Tratamento de Água.  
 
SERVIÇO

III CONGRESSO INTERNACIONAL DE MEIO AMBIENTE SUBTERRÂNEO
Local: Centro Fecomércio de Eventos, em São Paulo, Capital
Realização: Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS)
Informações: (11) 3868-0726 / cimas@abas.org 
Inscrições: www.abas.org/cimas 
 
Atendimento à imprensa:
Marlene Simarelli e Larissa Straci
marlene@artcomassessoria.com.br
larissa@artcomassessoria.com.br
Telefones: (19) 3237.2099 / (19) 8172.3185
Twitter: @cimas_abas
 
 
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