Energia que vem das algas
02/03/2013

Produção de biodiesel à base de algas poderá mudar mercado de combustíveis nos próximos anos, porém risco de contaminação da água é alto. Tecnologia pode colaborar no monitoramento

Por Larissa Straci
ArtCom AC



Atualmente, as principais fontes de energia, a maioria de origem fóssil, geram poluição ou impactos negativos ao meio ambiente. Como forma de amenizar os problemas ambientais e encontrar uma fonte de energia renovável, e não poluidora, pesquisadores do mundo todo estão buscando produzir diversos combustíveis de origem biológica ou biocombustíveis, como alternativa à utilização de hidrocarbonetos.

Por essa razão, o desenvolvimento de biocombustíveis sintetizados por diferentes espécies de algas tornou-se uma opção sustentável. Pesquisas recentes apontam que a produção do biodiesel de algas poderá mudar radicalmente o mercado de combustíveis nos próximos anos. No Brasil, a primeira usina de combustíveis de algas marinhas instalada no estado de Pernambuco, ficará pronta no final de 2013 e produzirá anualmente cerca de 1,2 milhão de litros de biodiesel de algas.

A produção de algas pode ser feita em água salgada ou doce, em ambiente que disponha de calor e luz abundantes. Também podem ser produzidas em tanques abertos com profundidade de pouco mais de 10 cm. A produção é considerada sustentável, pois, além do uso de adubos químicos não ser necessário, as algas podem ser alimentadas com dejetos da suinocultura e com águas residuais de esgotos. A massa das algas pode ser duplicada várias vezes por dia, a colheita pode ser diária e o cultivo pode ser realizado em zonas áridas e ensolaradas, inclusive em regiões desérticas.

Contaminação

Apesar do cultivo de algas em tanques com água do mar minimizar o uso de terras férteis ou água doce potável, o que não ocorre com outros tipos de biocombustíveis, ainda há muitos fatores adversos nesse tipo de produção, especialmente em razão da contaminação da água. O cultivo em lagoas e mares é extremamente arriscado, pois o dióxido de carbono tem que ser bombeado e há um sério risco de contaminação da água naquela região. Além disso, a água deve estar em uma temperatura exata. Existe ainda o risco de contaminação por uma variedade de bactérias e outros organismos externos. 

De acordo com Renata Oliveira, analista de vendas da Ag Solve, é essencial realizar o monitoramento das algas e cianobactérias nas fazendas e criações de algas, especialmente quando produzidas em lagos ou mares (locais abertos), para evitar o desequilíbrio das espécies e possíveis contaminações na água. “O crescimento desordenado de algas é capaz de criar um desequilíbrio ambiental em alguns locais e até mesmo contaminar de forma severa a região”, garante. Mas, segundo ela, a tecnologia pode ser uma aliada no monitoramento e detecção de algas e cianobactérias.

Tecnologia

Equipamentos de monitoramento como os aparelhos Unilux e Trilux, da marca Chelsea, comercializados exclusivamente pela Ag Solve no Brasil, são soluções tecnológicas incomparáveis às existentes no mercado na detecção de algas e cianobactérias. Únicos capazes de detectar algumas classes de algas, apresentam praticidade de uso, versatilidade e precisão nos resultados. O TriLux agrega ainda a vantagem de detectar a clorofila “A” em um único elemento sensor.

Conforme explica Renata Oliveira, da Ag Solve, o Unilux foi desenvolvido para monitoramento de um único parâmetro, que pode ser escolhido pelo usuário entre: Clorofila A, Fluorescência, Rodamina Wt, Ficoeritrina (cianobactéria), Ficocianina (cianobactéria) e Turbidez. Já o Trilux pode monitorar três parâmetros simultaneamente, que podem ser configurados da seguinte forma: Clorofila A, Ficoeritrina (cianobactéria) e Ficocianina (cianobactéria); Clorofila A, Turbidez e Ficoeritrina (cianobactéria); Clorofila A, Turbidez e Ficocianina (cianobactéria). Há também possibilidade de configuração especial, conforme necessidade da aplicação, observa Renata.

“Os equipamentos podem ser utilizados pontualmente ou em projetos de monitoramento constante, apresentando resultados em tempo real desde  que conectados a um  notebook ou PDA”, completa a analista de vendas. O Uvilux e  o Trilux não precisam de nenhum tipo de manutenção periódica. Exige apenas a calibração, que poderá ser feita pelo próprio usuário.  Renata comenta que estes são equipamentos muito mais precisos e sensíveis na detecção do que os sensores instalados em sondas multiparamétricas.


Para mais informações, acesse o Boletim InfoAmbiental - edição 41, da Ag Solve:
 http://www.agsolve.com.br/infoambiental/201205.html

 

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