Água: Uso adequado e preservação evitam altos custos e otimizam desenvolvimento socioeconômico
29/09/2011
Países que detêm infraestrutura e usam a água de forma adequada e eficiente conseguem manter uma estrutura econômica e social bem desenvolvida
 
“A Água como Fator de Desenvolvimento Socioeconômico”, é o tema da Conferência Magna do II Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo (II CIMAS), que acontecerá em São Paulo, Capital, de 4 a 6 de outubro. Proferida pelo presidente do Fórum Mundial da Água, professor de Engenharia Civil e Ambiental da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Benedito Braga, a conferência abordará a importância de países que desejam o crescimento econômico e a melhoria do bem estar social de sua população terem a infraestrutura para disponibilizar água nos períodos de escassez e armazenar a água em excesso na época das cheias. “Países que detêm esta infraestrutura e usam a água de forma eficiente são econômica e socialmente desenvolvidos. “Este é o grande desafio do continente africano, da América Latina e do sudeste da Ásia neste limiar do século XXI onde a carência de infraestrutura leva à fome durante as secas e perda de vidas humanas durante as cheias”, argumenta ele.
 
 
Onerosos custos do mau uso
 
Um problema extremamente grave e de desdobramentos complexos que afeta tanto o meio ambiente quanto e, principalmente, a sociedade, a contaminação do solo e consequentemente dos lençóis freáticos, é infelizmente bastante comum em várias regiões do país. E o passivo ambiental – conjunto de obrigações que as empresas têm com relação ao meio ambiente e com a sociedade – tem se tornado, cada vez mais, alvo da preocupação das empresas, especialmente por conta de suas onerosas consequências. Isto porque uma contaminação de solo ou água subterrânea pode levar à desvalorização da empresa, de imóveis e  a problemas de saúde pública também, além de onerar e até mesmo alterar projetos de obras públicas, como a expansão do metrô, por exemplo.
 
Segundo dados da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), o valor econômico do passivo ambiental no Brasil ultrapassa R$ 15 bilhões. Resultado obtido por meio da multiplicação do número aproximado de áreas contaminadas pelo valor médio do custo de um trabalho de remediação. Atualmente, o valor médio de uma descontaminação é de R$ 500 mil, incluindo as diversas etapas do trabalho, de acordo com a ABAS.
 
O Estado de São Paulo possui 3.675 áreas contaminadas conhecidas, sendo que a maior fonte de contaminação são os postos de combustíveis (79% do total), que gastam em média R$ 300 mil para diagnosticar e remediar contaminações, conforme exigência da licença ambiental, podendo alcançar, em alguns casos, valores ainda mais altos.  Em seguida, vêm as atividades industriais, responsáveis por 13% das contaminações, de acordo com dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), atualizados até dezembro de 2010. 
 
Entre os muitos e variados tipos de poluentes encontrados em áreas contaminadas, há uma predominância do nitrato, proveniente do esgoto não tratado e de derivados do petróleo, como BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos). O tempo para se remediar nestes casos varia, em média, de um a quatro anos. No Brasil, os locais mais afetados pela contaminação encontram-se no Estado de São Paulo, na Região Metropolitana da Capital, na cidade de Ribeirão Preto, e em Campinas e seu entorno.
 

Em busca de alternativas e soluções
 
Com o objetivo de promover o intercâmbio de informações e experiências entre os diversos países, estes e outros temas serão debatidos no II Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo (II CIMAS), que acontecerá de 4 a 6 de outubro, em São Paulo, Capital. Realizado pela ABAS e por inúmeros parceiros e apoiadores, o evento de cunho técnico-científico e internacional, pretende ampliar a discussão e a divulgação sobre o uso sustentável dos recursos subterrâneos em território nacional. A programação completa do evento está disponível no link:  http://www.abas.org/cimas/pt/index.php
 
 
Serviço:
 
II Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo
Local: Centro Fecomércio de Eventos, em São Paulo, Capital
Realização: Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS)
Informações: (11) 3868-0726 / cimas@abas.org
Inscrições: www.abas.org/cimas
 
 
 
Atendimento à imprensa:
 
Marlene Simarelli, Isabella Monteiro e Larissa Stracci
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Telefones: (19) 3237.2099 / (19) 8172.3185
Twitter: @cimas_abas
 
 
 
 
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