Agricultura: monitorar para melhorar
27/07/2011
               Nos últimos anos, as frequentes mudanças e instabilidades no clima passaram a exigir mais tecnologia na produção de alimentos. Entre elas,   a introdução de equipamentos para monitoramento dos dados meteorológicos para evitar danos e pragas às lavouras, tecnologia que, quando bem aplicada, contribui também para minimização de uso de agroquímicos. 
            Realizado por meio de estações meteorológicas, estes equipamentos são soluções inovadoras e acessíveis para o produtor rural proceder ao monitoramento instantâneo do ar, do solo e da água nas plantações, como explica Mauro Banderali, especialista em instrumentação ambiental da Ag Solve.  “As estações reúnem inúmeros dados como a temperatura e umidade relativa do ar, radiação solar, radiação líquida e fotossinteticamente ativa, velocidade e direção do vento, molhamento foliar ou precipitação pluviométrica, umidade do solo e temperatura, evapotranspiração e desenvolvimento fisiológico (graus dia), horas frio, e ponto de orvalho. Além disso, é possível monitorar o comportamento de insetos, ácaros, pulgões, fungos e bactérias pelo efeito da meteorologia e verificar quando as culturas podem estar mais suscetíveis a ataques.  O uso da meteorologia auxilia a evitar doenças na lavoura”, salienta. 
            Estações meteorológicas podem ser utilizadas em estufas de produção de  olerícolas e flores, fruticultura, casas de vegetação, viveiros de pesquisa, viveiros de produção de mudas, entre muitas outras aplicações.
            O equipamento armazena dados em um software que atualiza as informações no intervalo de tempo determinado, criando um banco completo das condições que já ocorreram. O fornecimento dos dados pode ser feito por cabo, ethernet (tecnologia de interconexão para redes locais), rádio, celular e satélite, além de armazenamento de dados no próprio aparelho.  Através destes dados, é possível construir tabelas, gráficos e planilhas eletrônicas que serão importantes para análise de problemas ocorridos no passado, a repetição de eventos pode levar aos mesmos resultados em termos de dispersão de doenças, exposição a patógenos ou produtividades de culturas. 
“As estações podem auxiliar o agricultor em iniciativas como controlar o período de irrigação e quantidade de água a ser reposta, aplicar a irrigação na hora certa, ficar atento ao desenvolvimento de doenças nas plantas e acompanhar o risco de geadas, entre outros fatores que possam prejudicar sua plantação”, afirma Banderali. 
            O uso das estações traz paralelamente vantagens econômicas ao produtor, com a otimização da irrigação e da quantidade de aplicação de agroquímicos, reduzindo custos, além da possibilidade de fornecer um produto com mais qualidade e mais saudável. 
 
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