Raios: uma ameaça à vida
16/12/2010



Empreendimentos como condomínios, clubes, campos e outros precisam de equipamentos para detecção e alerta do fenômeno

 

 

 

Dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (ELAT/INPE), apontam que cerca de 132 pessoas morrem em média no Brasil por ano, em decorrência de acidentes com descargas atmosféricas. O levantamento reuniu informações de órgãos como o Departamento de Informações e Análise Epidemiológica (CGIAE) do Ministério da Saúde, Defesa Civil, veículos de imprensa e ainda dados de população do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Segundo o estudo, elas tinham em comum as atividades que praticavam no momento em que foram atingidas. Cerca de 19% das vítimas eram trabalhadores rurais, que recolhiam animais ou trabalhavam em plantações com enxadas, pás e facões. Empatadas em segundo lugar no estudo, aparecem, com 14% cada, estarem próximas de algum meio de transporte ou dentro de casa. Em terceiro lugar, com 12%, as vítimas estavam embaixo de árvore, seguida por campo de futebol, com 10%. Grande parte das pessoas atingidas por raios no interior de casa, estava ao telefone ou descalça (em casas que possuem chão batido) ou ainda próxima de antenas, lâmpadas, geladeiras, janelas e televisões.

 

Os períodos de maior ocorrência do fenômeno, segundo os registros do INPE, são durante a primavera e o verão, sendo responsáveis por 80% dos raios no Brasil. O estudo também apontou a probabilidade de ser atingido por um raio, de acordo com cada estado, considerando a população e a incidência. O Sudeste foi a região com mais ocorrências de mortes por raios (29%). Mas o Centro-Oeste foi a região que apresentou maior probabilidade de ser atingida por um raio (22 em um milhão). O estado de São Paulo teve o maior número de mortes na última década, 240 pessoas ou 17% do total. Como a população paulista é a maior do país, a probabilidade de uma pessoa ser atingida no estado é de 6 em um milhão. São mais altas as probabilidades de morrer por descarga atmosférica nos estados de Tocantins (46 em um milhão) e Mato Grosso do Sul (43 em um milhão).

 

Outro dado que impressionou os pesquisadores do INPE foi que 90% destas mortes poderiam ter sido evitadas, se as pessoas tivessem tido acesso a um alerta ou informação sobre a ocorrência do fenômeno, e a forma como se proteger. Mauro Banderali, especialista em instrumentação ambiental da Ag Solve, explica que a antecipação do fenômeno é possível, além de ser importante para a prevenção de mortes e acidentes por raios. “Equipamentos que fazem monitoramento constante e em tempo real da ocorrência de descargas atmosféricas são indispensáveis para praticamente todo tipo de empreendimento. Principalmente para aqueles com áreas descampadas ou que possuam estruturas e equipamentos condutores de descargas elétricas.”

 

Para antecipar e monitorar a ocorrência de raios, evitando mortes e prejuízos, há equipamentos que acompanham a incidência e até previnem descargas elétricas. Um deles é o Storm Tracker: que detecta raios em tempo real, podendo visualizá-los a uma distância de até 480 quilômetros. O aparelho indica se a descarga atmosférica ocorrerá na área; recebendo aviso antecipado das que estão se formando ou se aproximando. Também determina a direção do fenômeno; se são descargas severas, além de avisar por meio de um alarme as que estão próximas.  Banderali recomenda o aparelho para empresas, indústrias, clubes e condomínios.

 

"Os equipamentos são interessantes para monitorar regiões que podem ser suscetíveis a raios. Um exemplo seria para instalar uma refinaria de petróleo, com o Storm Tracker pode ser feita uma avaliação e um levantamento de onde é melhor instalar a empresa", afirma ele.

 

Outro aparelho é o EFM 100, que além de registrar a proximidade das descargas elétricas em um raio de até 480 quilômetros de distância, também capta as circunstâncias atmosféricas que as precedem, por conta da eletricidade estática da tempestade. Os dados do campo magnético são indicados e representados graficamente, com a utilização de um software. "O EFM-100 é uma boa opção de segurança contra descargas elétricas. A margem de erro nas previsões é pequena a informação antecipada sobre formação de raio permite a tomada de providências de segurança, evitando-se grandes prejuízos e desastres", comenta o especialista.

 

Mais informações sobre os equipamentos para detecção e monitoramento de raios podem ser encontradas no próprio site da Ag Solve. 

 

 

Daniela Mattiaso

ArtCom Assessoria de Comunicação

E-mail: daniela@artcomassessoria.com.br

Skype: danielamattiaso

Telefone: (19) 3237-2099




 

DICAS

 

 

Veja, abaixo, algumas dicas do ELAT/INPE (www.inpe.br/elat) para evitar acidentes com relâmpagos:

 

 

 

 

Procure abrigo nos seguintes lugares:

• carros, ônibus ou outros veículos metálicos não conversíveis;

• em moradias ou prédios, de preferência que possuam proteção contra raios;

• em abrigos subterrâneos, tais como metros ou túneis;

• em grandes construções com estruturas metálicas;

• em barcos ou navios metálicos fechados;

• em desfiladeiros ou vales

 

Se estiver dentro de casa, evite:

• usar telefone, a não ser que seja sem fio;

• ficar próximo de tomadas e canos, janelas e portas metálicas;

• tocar em qualquer equipamento ligado à rede elétrica.

 

Se estiver na rua, evite:

• segurar objetos metálicos longos, tais como varas de pesca, tripés e tacos de golfe;

• empinar pipas e aeromodelos com fio;

• andar a cavalo;

• nadar;

• ficar em grupos.

 

Se possível, evite os seguintes lugares que possam oferecer pouca ou nenhuma proteção contra raios:

• pequenas construções não protegidas, tais como celeiros, tendas ou barracos;

• veículos sem capota, tais como tratores, motocicletas ou bicicletas;

• estacionar próximo às árvores ou linhas de energia elétrica.

 

Se possível, evite também certos locais que são extremamente perigosos durante uma tempestade, tais como:

• topos de morros ou cordilheiras;

• topos de prédios;

• áreas abertas, campos de futebol ou golfe;

• estacionamentos abertos e quadras de tênis;

• proximidade de cercas de arame, varais metálicos, linhas aéreas e trilhos;

• proximidade de árvores isoladas;

• estruturas altas, tais como torres, linhas telefônicas e linhas de energia elétrica.

 

Fonte: www.inpe.br


 

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